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Pequenos passos para fora da zona de conforto: Brené Brown e a importância da vulnerabilidade

1 set 2019

 

Quem nunca deixou de fazer alguma coisa por medo de receber críticas, escondeu algum sentimento por vergonha ou parou pra pensar “nossa, estou me sentindo super feliz hoje… será que algo de ruim está para acontecer?” Se você já se viu em alguma dessas situações, pare agora o que está fazendo e vá assistir ao documentário “Brené Brown: The Call to Courage” na Netflix.

A Brené é uma das pessoas que mais me inspira. Ela é pesquisadora na Universidade de Houston, onde estuda há anos sobre vulnerabilidade, coragem, empatia e vergonha. Autora de best-sellers do The New York Times, ela ficou conhecida por sua palestra sobre vulnerabilidade, que acabou se tornando uma das mais vistas de toda a série de conferências do TED.

Segundo ela, ser vulnerável é se expor, “entrar na arena”. Essa é uma escolha diária, algo que temos que praticar todo dia quando acordamos. Temos a opção de continuar na zona de conforto ou enfrentar o imprevisível com coragem. De acordo com seus estudos, a nossa vulnerabilidade tem uma fisiologia: “Algo aqui dentro, quando nos sentimos vulneráveis, chama atenção. Muitas pessoas, ao perceberem esse sinal, começam a imaginar tragédias. Outras aproveitam pra se lembrar de agradecer.” É claro que essa segunda opção é sempre mais difícil. Porém, isso não significa que devemos nos acomodar, né?

Apesar de já ter dado muitos spoilers sobre todas as coisas que ela me ensinou sobre o tema, deixo aqui uma reflexão linda que ela faz no documentário: “Ser vulnerável é difícil, assustador e até mesmo perigoso. Mas é muito mais difícil, assustador e até mesmo perigoso chegar ao fim da vida e ter que se perguntar: ‘e se eu tivesse me arriscado?“

Que tal aproveitar o fim do domingo para entender melhor o que acontece dentro de você e começar o mês de setembro exercitando a sua vulnerabilidade? Que sejam dias de coragem para todos nós.

 

OBS: Se você gosta de reflexões sobre emoções, não deixe de seguir o meu novo instagram @emoçõesnaprática, onde falo sobre o desenvolvimento da Inteligência Emocional no nosso dia a dia. Te espero lá!


O poder de uma boa conversa

22 set 2018

Saber dialogar nunca foi tão necessário.

Foto: rawpixel / Unsplash

Quando eu era criança, achava um saco o fato dos adultos passarem horas conversando. Qual a graça em gastar um tempão conversando ao invés de realizar qualquer outra atividade que instigue a nossa imaginação, como assistir um filme ou desenhar? Ouvir opiniões estava bem longe da diversão que qualquer brincadeira me traria.

Mas o tempo passa e as coisas se transformam. Ou talvez seja a gente que mude um pouquinho. Hoje, conversar é uma oportunidade para encontrar pontos em comum e debater outros pontos não tão semelhantes. Se olharmos com profundidade, a imaginação faz parte do diálogo.

A expressão da nossa identidade tem bastante a ver com tudo isso. Entrar em contato com o outro nos faz entender que muitas vezes, alguns sentimentos que tínhamos vergonha de confessar em voz alta não são exclusivos. Mais pessoas têm os mesmos medos que a gente. Mais pessoas compartilham das nossas pequenas felicidades.

O problema é quando as diferenças aparecem. Feliz daquele que sabe brincar com todos os tipos de amigos. Existem crianças que gostam de futebol, outras que gostam de boneca e algumas que gostam de rabiscar. Mas quem disse que as três não podem brincar juntas? E quando foi que desaprendemos esta lógica?

Uma boa conversa tem muito poder. E ela se torna ainda melhor quando seus participantes deixam o ego de lado para construir um diálogo que provoque amadurecimento em ambas as partes. Conversar é expor suas ideias, mas também é saber exatamente como ouvir as do outro. Questionar é permitido, mas sempre com respeito. Quem gosta de desenhar sempre tem algo a ensinar a quem gosta de jogar bola. E vice-versa.

(Texto publicado originalmente na New Order)


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Por:
Larissa

Suas escolhas não precisam fazer sentido para os outros

30 ago 2018

Ninguém conhece a sua visão de mundo como você.

Foto: Brendan Church
Foto: Brendan Church

O que não falta neste mundo é opinião dos outros. Sobre a roupa, a carreira, o emprego, o relacionamento, as atitudes… a lista vai longe. As redes sociais fizeram a gente acreditar que precisamos de likes — conhecidos como aprovação alheia na vida real — para ser alguém na vida. Mas a gente precisa tirar esse véu ilusório se quisermos cultivar o que somos.

“O que o homem superior busca está em si mesmo; o que o homem inferior busca está nos outros.” (Confúcio)

Atingimos o sucesso quando nos sentimos realizados com nós mesmos, não quando acreditamos que estamos sendo admirados pelos outros – não que seja algo negativo, mas depender apenas disto para se sentir completo é bastante problemático.

A única pessoa que você deve se preocupar em agradar com as suas escolhas é você. Compensa muito mais fazer as coisas pela sua realização pessoal do que por aprovação externa. Tudo que fazemos na intenção de receber aprovação nos desvia do nosso propósito.

O medo de falhar é inato ao ser humano. Não há nada de vergonhoso em admiti-lo em voz alta. O defeito está em persistir na insegurança, no receio, no pavor de sair correndo para bem longe da sua zona de conforto. Esqueça este medo e faça isto por você.

Você pode ser um profissional extremamente reconhecido, com uma extensa trajetória. Sempre vai existir alguém que desdenhe das suas escolhas. Assim como sempre vai existir alguém que curta o seu trabalho, elogie sua roupa e acredite no seu sonho. E se este alguém não existir, seja esta pessoa. Suas escolhas são só suas e não precisam fazer sentido para ninguém. Só para você.

Olhos diferentes possuem visões diferentes. Cada indivíduo é composto por um aglomerado de experiências subjetivas. Querer agradar ao outro com elas é uma verdadeira perda de tempo. Afinal, no fim do dia, a única pessoa que deve estar satisfeita com as suas conquistas é a que está refletida aí no seu espelho.


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Por:
Larissa