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Como foi entrevistar o Caco Barcellos

31 ago 2017

 

Caco tem uma história maravilhosa. Passou por tudo o que se pode imaginar nessa vida. E sempre soube valorizar as coisas certas. Atualmente tem uma carreira de muito sucesso e é conhecido por praticamente todos no Brasil, o que para muitos é uma desculpa fácil para a arrogância. Não no caso dele. Eu já imaginava que ele seria alguém muito bacana, mas não imaginava o quanto seria simpático e muito, muito tranquilo. Recebeu a gente em sua própria casa e foi extremamente atencioso durante toda a entrevista. Com voz baixinha e leveza em cada palavra, respondeu tudo que precisávamos e mais um pouco. Contou sua trajetória detalhadamente, que por sinal, é inacreditável.

Começou a trabalhar muito cedo, pois como veio de uma família simples, sempre se preocupou em ajudar com a renda. Seus pais eram extremamente preocupados com a educação dele e da irmã, e inclusive o ensinaram a ler e escrever, mesmo sendo analfabetos.

Eu achava que os dois eram heróis porque com toda a precariedade e falta de qualificação profissional deles, trabalharam tanto por nós dois…

Então desde cedo eu sempre quis ajudá-los.

Me ensinaram a ler e escrever, e eram analfabetos. Na verdade, o esforço começa com essa dupla: meu pai e minha mãe. Eles que me empurraram: ‘Saia daqui, cara. Vai fazer o que a gente não pode fazer.’

Foi coletor de sucata, vendedor, taxista… a lista é bem grande. Começou a trabalhar catando ossos que sobravam dos churrascos – o pessoal do Sul é apaixonado por churrasco, então sempre sobrava ossos de gado. Seu bairro era de periferia, então quando chovia bastante era comum ter muita erosão nos morros, o que fazia com que os ossos fossem despejados, facilitando o trabalho. Os mesmos eram vendidos à uma fábrica que transformava-os em botões de roupa e jogadores de futebol de mesa.

Posteriormente, também trabalhou em uma igreja progressista de seu bairro, fazendo impressões:

Tive a felicidade e a sorte de morar em um bairro onde havia uma igreja progressista – dessas aliadas dos mais pobres – que nos ensinou muitas profissões. Por exemplo, eu ainda criança aprendi a imprimir. Hoje a impressão é feita com um clique. Antigamente, era tudo feito em uma gráfica. Letra por letra de ferro. Dessa maneira se imprimia. Essa profissão se chamava linotipia e dava uma boa grana, pois vinham encomendas de fora do bairro.

Questionado sobre como começou a sua paixão pela escrita e pela reportagem, Caco contou uma história bastante curiosa, onde relacionou a sua atual profissão com a dos trovadores de sua família:

Não tinha nenhum jornalista e nenhum intelectual na família, mas eu gostava de escrever. Talvez porque tivesse trovadores na família. Trovador, no Sul, é o cara que pega o violão e conta história, narrando. Tipo rap. E aquilo me encantava muito. Meus tios eram trovadores. Tenho um avô que era trovador e carroceiro. Ele saía pelo bairro vendendo e observando histórias… no final da semana ele trovava e contava as histórias que ele via. Aquilo era uma reportagem. Eu não sabia que era, mas peguei encantamento por aquilo. Talvez venha daí o meu desejo de contar história.

 

O que mais me deixou emocionada, em toda a entrevista, foi como o discurso dele priorizava as coisas da vida que não tem preço. E também a sua enorme preocupação com todas as pessoas, inclusive as que tem uma realidade muito diferente da dele. Foi uma verdadeira lição sobre empatia e o quanto devemos focar sempre na felicidade, acima de qualquer possível lucro ou status.

 

De felicidade eu conheço. Não está associada com dinheiro. Eu vou ser infeliz pra ganhar dinheiro? Não. Eu era feliz sem nada, ganhando pouco. Claro que o melhor é ser feliz ganhando bem, comprar um carro, dar conforto às pessoas que você gosta. Mas o importante é não associar dinheiro com felicidade.

Eu nunca abri mão da felicidade. Uma bela proposta pra ganhar cinco vezes mais e deixar de ser repórter? Não. Eu sou feliz na reportagem. Quem te disse que com cinco vezes mais eu vou ser mais feliz?

Praticamente duas horas de conversa, tudo muito leve e natural, mas ao mesmo tempo, a quantidade de aprendizado nessas horas valeram por anos. Rendeu tanto conteúdo que ele próprio falou que daria pra escrever um livro. Quem sabe no futuro?

Foi a primeira entrevista que fiz fora da faculdade. Sou extremamente grata por ter dado tudo tão certo e poder ter a oportunidade de conhecer um profissional e ser humano indescritível. Saí de lá feliz e com a certeza que estou no caminho certo. Não trocaria minha futura profissão por nada. Obrigada por cada palavra, Caco.


13 coisas que me fizeram sorrir em 2016

31 dez 2016

2016 está em seus momentos finais. E sim, eu sei que foi um ano complicado pra muita gente, tivemos várias notícias ruins e milhares de coisas aconteceram por aí. Mas prefiro me agarrar ao que esse ano trouxe de bom, e pra mim, ele foi um ano inesquecível. Sou grata por cada dia dele. Foi um ano incrível, repleto de amor. O ano mais feliz da minha vida até agora.

Por isso, resolvi listar treze motivos que fizeram do meu 2016 um ano cheio de sorrisos.

1. Conheci a melhor pessoa do universo.

Não poderia deixar de mencionar a pessoa que mais me fez sorrir em 2016. Conheci meu namorado no começo desse ano e ele é a coisa mais linda que já me aconteceu. Não consigo nem contar quantos momentos ótimos vivemos juntos até agora e mal posso esperar para viver os nossos futuros momentos que estão por vir. Maior presente que esse ano me trouxe, definitivamente. Nunca imaginei que uma história tão bonita pudesse começar de forma tão inesperada. Amor inexplicável por esse ser humano incrível que tenho ao meu lado. Sou muito feliz por ter o meu melhor amigo, o meu namorado e o amor da minha vida na mesma pessoa. E além de tudo, ganhei uma segunda família que é incrivelmente maravilhosa.

2. Foi o meu primeiro ano de faculdade.

Parece que foi ontem que eu estava no meu primeiro  dia de aula, toda insegura e sem saber o que aconteceria… E agora já se passaram dois semestres. Não tenho o que reclamar do meu primeiro ano de faculdade. Conheci pessoas maravihosas (inclusive a do item anterior, hehe), tive aula com professores que ganharam a minha admiração de forma inexplicável e aprendi coisas que levarei comigo para sempre. Me apaixonei de vez pelo Jornalismo e tenho cada vez mais certeza de que estou no caminho certo. Escrever é o que quero fazer pro resto da minha vida.

3. Descobri que não estar junto o tempo todo não afeta em nada uma amizade verdadeira.

Foi difícil me acostumar a não ver o rosto das minhas melhores amigas todos os dias. Eu diria que o único defeito da faculdade é não poder conviver com elas diariamente, o que estávamos acostumadas a fazer durante muitos e muitos anos. Porém, isso me trouxe um aprendizado gigantesco e me fez perceber que quem é importante pra gente está sempre conosco, mesmo que não seja fisicamente. Quando nos vemos a saudade é tão grande, que parece que a amizade se fortalece a cada novo encontro.

4. Fui muito grata por todo o apoio e amor da minha família.

Meus pais sempre foram meus melhores amigos e sempre me apoiaram em tudo. Esse ano não poderia ser diferente, mas foi ainda melhor. Eles me apoiaram em cada dúvida ou insegurança que tive no começo da faculdade, até me costumar com toda a diferença de rotina. Me proporcionaram momentos incríveis e estiveram do meu lado o tempo inteiro. Amo muito.

5. Minha cachorrinha ficou doente, se recuperou e me fez perceber o quanto ela é forte.

A Solzinha está comigo há 12 anos e é a minha companheira de todas as horas. Temos um laço inexplicável e o amor que eu tenho por ela é indescritível. Esse ano ela passou por altos e baixos, ficou doentinha e fez até uma cirurgia. Fiquei bem aflita, mas ela surpreendeu todo mundo, foi uma guerreira. Se recuperou muito rápido e mostrou pra gente que ainda tem muito para viver. 

6. Fui à shows incríveis.

Em março, teve o do Tiago Iorc. Foi bem acústico e bem relax, ele foi super simpático e a voz dele ao vivo é melhor ainda. Adorei o clima do show dele. Em agosto fui com o meu namorado no do Capital Inicial e amamos cada segundo, pois a animação do Dinho é contagiante e a atmosfera do show é sem igual. Já no comecinho de novembro, fomos no show do duo ANAVITÓRIA e saí de lá ainda mais apaixonada pela música das duas. As vozes delas se completam de uma forma tão linda e especial, que é impossível não cantar junto.

7. Filmes brasileiros ganharam o meu coração.

Assisti Elis na pré-estreia que rolou na Semana de Comunicação da FAAP e acabei o filme boquiaberta. O diretor, Hugo Prata, estava lá e contou todo o trabalho que tiveram, que não podia ter um resultado melhor que esse. Também gostei MUITO de Pequeno Segredo, que assisti no cinema com o mozão (aliás, créditos a ele pela escolha do filme) e me emocionei demais. Sério, assistam!

8. Me apaixonei ainda mais por fotografia.

Jornalismo Visual foi uma das matérias que mais curti nesse ano de facul. Tive dois trabalhos em que precisei fotografar bastante. O primeiro foi mais voltado para natureza e o segundo envolvia um baile de forró (agradecimento especial ao mozão pela ideia e pela companhia). Me diverti muito fazendo os dois, ainda mais por serem temas tão diferentes, e me vi ainda mais apaixonada pela fotografia. Além disso, criei um instagram novo pra compartilhar umas fotos aleatórias que ando tirando por aí. Caso alguém queira conferir: @larirft.

9. Descobri músicas sensacionais.

Country, folk, indie, pop, sertanejo, MPB e algumas dos anos 50. Esse ano conheci muita música boa. As que mais ouvi estão reunidas nessa playlist aqui, graças ao queridíssimo Spotify. E pra fechar com chave de ouro, ainda teve música nova da Taylor Swift, depois de longos dois anos sem novidade alguma.

10. Fiz novas amizades.

A faculdade me trouxe muitas pessoas ótimas. E gosto muito da minha sala! Talvez por todos se interessarem pelos mesmos assuntos, ou por sermos uma turma pequena, somos muito unidos  e é muito agradável conviver com todo mundo!

11. Passei a me interessar bastante por arte.

Muitas das matérias que tive esse ano envolveram assuntos relacionados à arte em geral. Meu interesse pelo assunto cresceu a cada aula que tive, pois quando entendemos o contexto de uma época ou até mesmo de uma única obra, decifrar a arte se torna uma experiência única.

12. Descobri o Medium. E me encantei de vez pela criatividade.

Simplesmente o melhor site para encontrar textos dos seus assuntos favoritos. O feed é algo maravilhoso, pois como a plataforma possui a opção de seguir os temas que mais te interessam, sempre tem algo de bom esperando pra ser lido. Foi o responsável por eu me apaixonar por textos sobre criatividade, o que me levou a comprar um livro sobre o assunto, chamado Grande Magia, da Elizabeth Gilbert. Estou lendo ele no momento e indico pra todo mundo que deseja entender melhor o que significa uma vida criativa. É  bastante inspirador.

13. Escrevi.

De textos pessoais, à trabalhos para faculdade e os posts aqui do blog, escrever (como sempre) me deixou muitíssimo feliz e me trouxe muitas coisas boas esse ano. Espero escrever aqui com mais frequência em 2017, mas mesmo não tendo postado tanto, cada palavra foi escrita com muito carinho e dedicação.

Espero que o ano que está chegando traga milhões de outros motivos para que todo mundo saia sorrindo muito por aí. Que vocês possam contar muito mais que apenas treze. Que a gente transborde amor, inspiração e alegria em 2017.

Feliz Ano Novo!