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Blunt is back! Vem se viciar em “The Afterlove” comigo

14 abr 2017

Gosto das músicas do inglês James Blunt desde os meus 10 anos. Em uma carreira de mais de uma década, o cantor já teve muitos hits que tocavam nas rádios freneticamente e ficavam na cabeça de todo mundo por dias. O principal exemplo deles é a clássica You’re Beautiful, que trouxe consigo muitos fãs, mas também muitas críticas (principalmente pela repetição do refrão). Apesar de achar que a carreira dele vai MUITO além disso, sempre gostei dessa música e pouco me importo com a fama que ela tem. Ela é um dos clichês que eu sempre vou amar e tenho com ela a relação livre de tabus que deixei bem clara no meu último post.

Uma das coisas que mais gosto na personalidade do James é a forma divertida com que ele sempre lidou com as críticas. Em relação a música que citei agora, essa fala do cantor em uma entrevista resume bastante o que estou querendo dizer:

“Muitas pessoas não gostaram de You’re Beautiful, mas aí eu te pergunto: onde estaríamos sem essa música?
Não tenho certeza sobre vocês, mas eu estaria em uma casa muito, muito menor.”

 

Indo direto ao assunto principal deste post, vamos falar da lindeza que é o novo álbum The Afterlove, lançado no fim de Março depois de uma longa pausa de quatro anos (desde o lançamento de Moon Landing, último álbum que teve uma turnê maravilhosa, na qual eu consegui ir ao show e foi um dos melhores que já fui na vida). Com 13 ótimas faixas, o cantor conseguiu dar um ritmo bem diferenciado às músicas, pelo menos para mim. Achei bem distinto de tudo que ele já havia lançado anteriormente,  porém com letras da mesma profundidade emocional dos outros álbuns, o que é incrível. Lá vai a minha opinião sobre o que mais gostei no álbum:

  • Me apaixonei por Bartender nos primeiros dez segundos, pois ela tem uma pegada bem animada e mais puxada para o pop, muito parecida com I’ll Be Your Man, que é a minha preferida de todos os álbuns dele. O clipe também é bem diferente e descontraído, bastante fiel à temática principal da canção, que mostra a complexidade de uma relação amorosa entre pessoas presas à ilusão de que uma boa festa resolve todos os problemas.

“And it’s closing time
Back to yours or mine
After all this time you still blow my mind.”

(Bartender)

 

  • Paradise também conquistou o meu coração de forma inexplicável. Bem mais romântica e com um ritmo mais melancólico e apaixonado, fala do amor de forma única e encantadora. Foi a faixa que mais me arrepiou, sem pensar duas vezes. O jeito que ele fala do amor de forma profunda e verdadeira é encantador. Vou demorar muito para superar essa música, pois ela é envolvente e calma ao mesmo tempo, descrevendo perfeitamente a sensação paradisíaca que temos com quem amamos.

“Let love be the reason for breathing
Let love be the light in your eye
Cause you and me don’t need a reason
To fall in love tonight.

So darling, won’t you close your eyes?
Hold on tight
We’ll find paradise.”

(Paradise)

 

  • California é perfeita para ouvir em viagens de carro, com uma batida mais puxada pro indie, sendo também bem sensual. A letra é muito bonita e harmoniosa. Nas minhas brisas musicais, consigo imaginar perfeitamente essa faixa como trilha sonora de um filme mais alternativo, pois ela tem um ritmo digno de cena de filme.

“All I know is I’m with you today, girl
I’m the luckiest man in the whole world.”

(California)

 

  • Someone Singing Along  tem uma letra extremamente crítica, disfarçada por uma melodia calma e relaxante. A música fala de pessoas que tem muito poder e o utilizam para fazer guerra, criar intrigas e escolher quem os outros devem ou não amar. Me parece uma indireta bem cabível a muitos políticos de mente fechada que infelizmente estão ganhando força em diversos lugares. Com um ar de esperança para que as coisas boas permaneçam em meio a tanto caos, a faixa traz uma reflexão sobre aprenderemos a respeitar quem tem uma opinião diferente da nossa. A letra é, na minha opinião, a mais bem elaborada do álbum.

“Somebody’s gonna build a wall
Then smash it with a cannon ball
Someone who somehow has got a gun
Will tell you who you can’t and you can love
Some people keeping all the cash
They’re gonna get away with that
Just ‘cause some people don’t think like me
Does that really make them the enemy?”

(Someone Singing Along)

 

  • E pra finalizar, não poderia deixar de mencionar a polêmica 2005, faixa que trata explicitamente da relação de amor e ódio do cantor com o hit You’re Beautiful, que falei sobre no começo desse post, sendo intitulada pelo ano de lançamento da música. A letra expressa completamente o paradigma de Blunt em relação à ela, que o trouxe muito sucesso e infelizmente, um rótulo negativo de brinde.

“I woke up this morning
And realized
All I do is apologize
For a song I wrote in 2005
Didn’t come with a warning
But fame is unkind
Put me on top of the world
Couple of girls and then
Left me behind.

(…)

I’m not gonna lie
And say it didn’t work out
‘cause I live in a big house
Made a few pounds
Nice car in the driveway
And I went world once or twice
Saw the sun set and sun rise
But for big highs, there’s a big price
When all you do is criticize.”

(2005)

 

Espero que eu tenha convencido todos vocês a escutarem esse álbum maravilhoso e cheio de significado. Confesso que fiquei muito animada com o lançamento de The Afterlove, pois não esperava um álbum que trouxesse tanta novidade, tanto nas melodias quanto nas letras. Estou ouvindo todas as faixas repetidamente desde que o álbum foi lançado e para quem quiser fazer o mesmo, é só clicar aqui e ouvir o álbum completo no Spotify.

 

 

 


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Por:
Larissa

13 coisas que me fizeram sorrir em 2016

31 dez 2016

2016 está em seus momentos finais. E sim, eu sei que foi um ano complicado pra muita gente, tivemos várias notícias ruins e milhares de coisas aconteceram por aí. Mas prefiro me agarrar ao que esse ano trouxe de bom, e pra mim, ele foi um ano inesquecível. Sou grata por cada dia dele. Foi um ano incrível, repleto de amor. O ano mais feliz da minha vida até agora.

Por isso, resolvi listar treze motivos que fizeram do meu 2016 um ano cheio de sorrisos.

1. Conheci a melhor pessoa do universo.

Não poderia deixar de mencionar a pessoa que mais me fez sorrir em 2016. Conheci meu namorado no começo desse ano e ele é a coisa mais linda que já me aconteceu. Não consigo nem contar quantos momentos ótimos vivemos juntos até agora e mal posso esperar para viver os nossos futuros momentos que estão por vir. Maior presente que esse ano me trouxe, definitivamente. Nunca imaginei que uma história tão bonita pudesse começar de forma tão inesperada. Amor inexplicável por esse ser humano incrível que tenho ao meu lado. Sou muito feliz por ter o meu melhor amigo, o meu namorado e o amor da minha vida na mesma pessoa. E além de tudo, ganhei uma segunda família que é incrivelmente maravilhosa.

2. Foi o meu primeiro ano de faculdade.

Parece que foi ontem que eu estava no meu primeiro  dia de aula, toda insegura e sem saber o que aconteceria… E agora já se passaram dois semestres. Não tenho o que reclamar do meu primeiro ano de faculdade. Conheci pessoas maravihosas (inclusive a do item anterior, hehe), tive aula com professores que ganharam a minha admiração de forma inexplicável e aprendi coisas que levarei comigo para sempre. Me apaixonei de vez pelo Jornalismo e tenho cada vez mais certeza de que estou no caminho certo. Escrever é o que quero fazer pro resto da minha vida.

3. Descobri que não estar junto o tempo todo não afeta em nada uma amizade verdadeira.

Foi difícil me acostumar a não ver o rosto das minhas melhores amigas todos os dias. Eu diria que o único defeito da faculdade é não poder conviver com elas diariamente, o que estávamos acostumadas a fazer durante muitos e muitos anos. Porém, isso me trouxe um aprendizado gigantesco e me fez perceber que quem é importante pra gente está sempre conosco, mesmo que não seja fisicamente. Quando nos vemos a saudade é tão grande, que parece que a amizade se fortalece a cada novo encontro.

4. Fui muito grata por todo o apoio e amor da minha família.

Meus pais sempre foram meus melhores amigos e sempre me apoiaram em tudo. Esse ano não poderia ser diferente, mas foi ainda melhor. Eles me apoiaram em cada dúvida ou insegurança que tive no começo da faculdade, até me costumar com toda a diferença de rotina. Me proporcionaram momentos incríveis e estiveram do meu lado o tempo inteiro. Amo muito.

5. Minha cachorrinha ficou doente, se recuperou e me fez perceber o quanto ela é forte.

A Solzinha está comigo há 12 anos e é a minha companheira de todas as horas. Temos um laço inexplicável e o amor que eu tenho por ela é indescritível. Esse ano ela passou por altos e baixos, ficou doentinha e fez até uma cirurgia. Fiquei bem aflita, mas ela surpreendeu todo mundo, foi uma guerreira. Se recuperou muito rápido e mostrou pra gente que ainda tem muito para viver. 

6. Fui à shows incríveis.

Em março, teve o do Tiago Iorc. Foi bem acústico e bem relax, ele foi super simpático e a voz dele ao vivo é melhor ainda. Adorei o clima do show dele. Em agosto fui com o meu namorado no do Capital Inicial e amamos cada segundo, pois a animação do Dinho é contagiante e a atmosfera do show é sem igual. Já no comecinho de novembro, fomos no show do duo ANAVITÓRIA e saí de lá ainda mais apaixonada pela música das duas. As vozes delas se completam de uma forma tão linda e especial, que é impossível não cantar junto.

7. Filmes brasileiros ganharam o meu coração.

Assisti Elis na pré-estreia que rolou na Semana de Comunicação da FAAP e acabei o filme boquiaberta. O diretor, Hugo Prata, estava lá e contou todo o trabalho que tiveram, que não podia ter um resultado melhor que esse. Também gostei MUITO de Pequeno Segredo, que assisti no cinema com o mozão (aliás, créditos a ele pela escolha do filme) e me emocionei demais. Sério, assistam!

8. Me apaixonei ainda mais por fotografia.

Jornalismo Visual foi uma das matérias que mais curti nesse ano de facul. Tive dois trabalhos em que precisei fotografar bastante. O primeiro foi mais voltado para natureza e o segundo envolvia um baile de forró (agradecimento especial ao mozão pela ideia e pela companhia). Me diverti muito fazendo os dois, ainda mais por serem temas tão diferentes, e me vi ainda mais apaixonada pela fotografia. Além disso, criei um instagram novo pra compartilhar umas fotos aleatórias que ando tirando por aí. Caso alguém queira conferir: @larirft.

9. Descobri músicas sensacionais.

Country, folk, indie, pop, sertanejo, MPB e algumas dos anos 50. Esse ano conheci muita música boa. As que mais ouvi estão reunidas nessa playlist aqui, graças ao queridíssimo Spotify. E pra fechar com chave de ouro, ainda teve música nova da Taylor Swift, depois de longos dois anos sem novidade alguma.

10. Fiz novas amizades.

A faculdade me trouxe muitas pessoas ótimas. E gosto muito da minha sala! Talvez por todos se interessarem pelos mesmos assuntos, ou por sermos uma turma pequena, somos muito unidos  e é muito agradável conviver com todo mundo!

11. Passei a me interessar bastante por arte.

Muitas das matérias que tive esse ano envolveram assuntos relacionados à arte em geral. Meu interesse pelo assunto cresceu a cada aula que tive, pois quando entendemos o contexto de uma época ou até mesmo de uma única obra, decifrar a arte se torna uma experiência única.

12. Descobri o Medium. E me encantei de vez pela criatividade.

Simplesmente o melhor site para encontrar textos dos seus assuntos favoritos. O feed é algo maravilhoso, pois como a plataforma possui a opção de seguir os temas que mais te interessam, sempre tem algo de bom esperando pra ser lido. Foi o responsável por eu me apaixonar por textos sobre criatividade, o que me levou a comprar um livro sobre o assunto, chamado Grande Magia, da Elizabeth Gilbert. Estou lendo ele no momento e indico pra todo mundo que deseja entender melhor o que significa uma vida criativa. É  bastante inspirador.

13. Escrevi.

De textos pessoais, à trabalhos para faculdade e os posts aqui do blog, escrever (como sempre) me deixou muitíssimo feliz e me trouxe muitas coisas boas esse ano. Espero escrever aqui com mais frequência em 2017, mas mesmo não tendo postado tanto, cada palavra foi escrita com muito carinho e dedicação.

Espero que o ano que está chegando traga milhões de outros motivos para que todo mundo saia sorrindo muito por aí. Que vocês possam contar muito mais que apenas treze. Que a gente transborde amor, inspiração e alegria em 2017.

Feliz Ano Novo!


Minha história de amor com a música country

5 nov 2016
banjo
Foto: Reprodução / Pinterest

Que eu sempre amei a dona Taylor Swift o mundo inteiro já desconfia, mas o meu sentimento profundo pelo som do banjo começou MESMO um pouco depois. A música dela sempre me inspirou de maneira inexplicável, mas por ela ser a única artista que eu ouvia do gênero country, a paixão era mais por ela em específico do que pelo tipo de música, apesar de já apreciar desde sempre a melodia de todos os seus álbuns (e preferir inclusive o som antigo à batida pop do 1989).

Em Julho de 2013, eu estava de férias, embaixo do cobertor, prestes a assistir algum vídeo aleatório no YouTube, quando me deparei com um anúncio da Vevo sobre o novo hit Cruise, da dupla country Florida Georgia Line. Nos primeiros 5 segundos de música eu já me encontrei boquiaberta, apaixonada, sem saber o que fazer com tantos sentimentos. Odeio inverno e amo verão desde que me conheço por gente, e o ritmo dessa música fez eu me sentir na praia no exato momento em que ouvi, ignorando por completo o péssimo tempo nublado que estava lá fora.

Florida Georgia Line continua sendo uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos e a sensação de verão contínuo permanece igualzinha. Tyler e Brian tem um espacinho reservado no meu coração desde o anúncio de Cruise no YouTube e a paixão que eu tenho pela música deles só aumentou com o tempo. Eles evoluíram bastante em questão de estilo, tanto o musical quanto o das roupas, e eu não preciso nem falar o quanto eu me emocionei (spoiler: foi bastante) ao ver o clipe de May We All, música maravilhosa lançada esse ano, no álbum Dig Your Roots, com participação especial do gênio do country conhecido como Tim McGraw.

Outra música deles que tem todo o meu coração é Dirt, lançada há dois anos. Esse clipe sim é o melhor de todos que eles já fizeram, e é tão lindo que eu não consegui assistir uma única vez sem me acabar em lágrimas. Sério, é lindo demais.

Agora mudando um pouco de banda, a que eu mais tenho ouvido ultimamente, sem dúvida alguma, é a Old Dominion. A primeira música que escutei deles, isso no ano passado ainda, foi Break Up With Him. Tem algo no tipo de música deles que é único, o que faz com que a pegada country de suas músicas seja diferente do que eu já estava acostumada a ouvir. As minhas favoritas definitivamente são Snapback (um absurdo de maravilhosa) e Crazy Beautiful Sexy.

 

Indo de banda para cantores específicos, não poderia terminar esse post sem mencionar dois dos meus favoritos. O primeiro deles é o Thomas Rhett, que comecei a ouvir há um tempão e não parei mais. O que gosto na música dele é que ela varia bastante e tanto as mais calminhas quanto as mais agitadas são sensacionais. Die A Happy Man é a que eu mais amo, pois além de ter um clipe fofíssimo (com participação especial da Lauren, que é a esposa linda dele), tem também uma letra muito boa e o ritmo mais relaxante e praiano desse mundo.

Outra que adoro do Thomas é T-Shirt. Essa eu definiria como a música que eu mais  gosto de dançar sozinha na minha vida. Ela tem um ritmo dançante que transforma até um dia entediante no melhor de todos quando você dá o play. Amo tanto essa música que nem sei descrever de outra forma.

Poderia ficar falando de música o dia inteiro, mas como preciso de uma finalização para esse texto, o último cantor que vou mencionar por aqui (mas não menos importante, muito pelo contrário) é o Ryan Follese. Esse eu acompanho desde 2011, quando ele ainda era da banda pop/rock Hot Chelle Rae. Confesso que já tive minha época de viciada na banda, era muito fã mesmo e sabia todas as letras decor. O tempo passou, um dos integrantes saiu… eles foram sumindo do mapa até que sumiram de vez. Foi então que, nesse ano, o Ryan decidiu seguir carreira solo e mais do que isso, mudou radicalmente de estilo musical. Segundo ele, por mais que ele gostasse muito do som da HCR e respeitasse todo o sucesso que haviam conquistado através dela, sentia que faltava algo para que ele se realizasse completamente… e como sua família sempre teve influência direta do gênero country (seus pais são compositores de bandas muito importantes), decidiu voltar às raízes de uma vez por todas. Não preciso nem falar o quanto eu fiquei feliz com essa mudança, ainda mais vindo de um artista que eu sempre admirei, como cantor e como pessoa. O novo EP, intitulado com o próprio nome dele, tem 6 músicas incríveis, e a que eu mais gosto é Put A Label On It. Ela está tocando no meu Spotify desde que foi lançada e imagino que continuará assim por muito tempo.